Meu segundo post sobre coco

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A GEADA NEGRA DE 18 DE JULHO DE 1975 EA IDEIA DO CULTIVO DO COCO NÃO NOROESTE PARANAENSE – Uma geada negra do dia 18 de julho de 1975 dizimou a cafeicultura paranaense. Torrou literalmente os milhões de pés de café que, antes dele, não mesmo ano de 1975, haviam produzido 10.200.000 milhões de sacas de café, que correspondem a 48 por cento de toda uma safra nacional. Ano seguinte, 1976, a produção paranaense descambou para 3.800 sacas correspondentes então, apenas 0,1 por cento de toda uma colheita brasileira. O sumiço da principal atividade agrícola do nosso Estado, provocou o maior êxodo rural em toda a vida paranaense. Dois milhões e seiscentos mil conterrâneos nossos se mudaram para grandes cidades aqui no Brasil mesmo, para outros estados e para o vizinho Paraguai. No lugar da cafeicultura, instalou-se aqui, portanto, uma indústria da mudança. Ao contrário de condições de trabalho para uma restauração do parque de café, preferiu optar pela erradicação no que investiu assombrosa soma. A região toda então dividida em quase todo o seu território em si e chácaras, como a noite para o dia, viu os minifúndios foram adquiridos por fazendeiros para neles plantarem capim. Sai o homem entra o gado, diz ditado.

JOSÉ RICHA PEDE DIVERSIFICAÇÃO

Assombrado com o êxodo rural, o governador de então, José Richa – 1983-1987 – de ordem a sua equipe para que incentivassem uma busca de alternativas e foi uma determinação que o secretário Nelton Friedrich, do Interior – hoje, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano, SEDU – para as diversas coordenadoras da sua pasta: Habitação (Cohapar), Eletrificação (Copel), Saneamento (Sanepar), Urbanismo (Erosão Urbana).

NOS QUINTAIS E JARDINS

A minha resposta à preocupação do governador, a simples observação da existência de milhares de coqueiros produzindo normal e satisfatoriamente em quintais e jardins residenciais, como elementos de ornamentação e para aproveitamento doméstico. Tratei de dar publicidade ao que é elegível como alternativa agro-industrial e ambiental para o Noroeste paranaense e consequente contribuição para a fixação do homem no campo. Não regateio agradecimentos à Imprensa, desde generosos espaços nos jornais, entrevistas em emissoras de rádio e televisão.

Ao lado de incentivos e de apoios, uma desconfiança e, pior, o desdém. Principalmente de parte de profissionais de órgãos técnicos do governo – culpa do departamentalismo reinante entre as secretarias.

Assim, uma erosão rural era de responsabilidade da Agricultura e seus cuidados de saúde se entendiam até os limites das cidades em seus dias, se ocupava no Meio Ambiente, depois da então Sucepar – Superintendência de Controle da Erosão Urbana, depois Suceam – Superintendência do Controle da Erosão e Saneamento Ambiental, hoje Ipáguas. Como se a erosão respeitasse divisas.

O desdém, eu ou sentia, por ser leigo – sem formação acadêmica, e me apegando um projeto para minha área de atuação. Um agrônomo do Emater afirmou que a existência de coqueiros em quintas e jardins era consequência de micro-clima. Fotografei então, além dos plantados por meu pai em casa, os de casa de Zé Guarani, mais uma formação de cinquenta pés não Porto São José, outros tantos na Fazenda Ipiranga, meia dúzia de milhas de Loanda, sentido Paranavai, além daqueles nas proximidades De Três Morrinhos, em Terra Rica. Micro-clima o cacete.

PAIXÃO NO APRENDIZADO

Abordado por agricultores interessados no plantio e me sentindo impotente para o fornecimento  o fornecimento de informações a respeito, me dispus a visita ao extinto (vejam só)  Centro Nacional de Pesquisa do Coco, CNPco, da Embrapa, em Aracajú, Sergipe, conduzidos por pesquisadores gabaritados, referenciais, dedicados e apaixonados pela cocoicultura. Em 1984, me apresentei naquela “universidade” com carta do Jorge Samek, então chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, Seab, pilotado à época pelo Dr. Claus Germer. Viagem e estadia por conta própria – tenho muito, sabem.

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Uma biologia Conceição Camargo para fazer uma inseminação artificial de abelhas, pesquisou diversas soluções fisiológicas para uma manutenção de sêmen, observando que este, que normalmente permanece vivo durante três horas, para ser colocado em água de coco, tinha prolongado esse período para três a cinco Meses O GYP, extraído da substância ativa da água de coco, trabalho do prof. José Ferreira Nunes , da Universidade do Ceará, dobrou de vinte e quatro para quarenta e oito horas o limite da vida para espermatozóides para fecundação de ovelhas. Pesquisas recentes assinalam para o aproveitamento de água de coco para conservação de órgãos humanos destinados para transplantes. A Associação de Cegos da Bahia já usa esse processo para a preservação de córneas. Muito Mas poderia ser acrescentado a um pequeno homem apanhado sobre água de coco. Ficamos por aqui, oferecemos mais informações ou aguardamos questionamentos.

[Youtube https://www.youtube.com/watch?v=LC5Sat26wQc%5D

Aprenda a fazer o melhor frape de coco

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Deliciosa, refrigerante e terapêutica água de coco.

Reputada anthielmíntica e vermífuga…múltiplas virtudes medicinaes lhe são atribuídas – contra a icterícia, irritações gastrointestinais, doenças do peito, inflammações dos olhos e do membro (Martis), vômitos da gravidez e outros males, sendo mesmo a base de medicamentos em centenas de países. Nas Antilhas, usam-na como artigo de toucador para amaciar a pele. (Do livro Diccionário de Plantas Úteis, de Pio Martins, 1931). Combate a ressaca e a hipertensão. Com uma composição semelhante ao do soro glicosado fornecido aos convalescentes e desidratados, o coco é rico em sulfatos, magnésio, cálcio, sódio, potássio, glicose, frutose, sacarose, proteínas e até insulina. Faz parte da dieta operatória em milhares de hospitais. O médico Richard Wou, do Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estudos de Medicina Alternativa e Acupuntura costuma receitar água de coco a seus pacientes. O médico afirma que a água de coco restabelece o equilíbrio entre o yian e o ying, isto é, entre o positivo e o negativo. É o mais puro isotônico recomendado para academias de ginástica, clubes de futebol, não contém nenhum elemento químico como conservantes ou corantes. Sua casca é impenetrável a agrotóxicos. Foi notada uma maior quantidade dos aminoácidos arginina, alanina, cistina e serina na água de coco que no leite. Uma pesquisa realizada em Cuba por Pradera, mostrou que a utilização da água de coco numa mistura com leite em pó na dieta de lactentes normais, bem como em crianças normais de quatro a quinze  meses com problemas de anemia, má-nutrição e diarréia, ou ainda com pelagra,  causados pela incompatibilidade com o leite, dieta não balanceada e deficiente em vitaminas, resultou ganho satisfatório nas primeiras e a volta das condições normais nas segundas. Na Índia, Devasad e colaboradores investigaram o efeito da suplementação do “neera” (água de coco fermentada) em duas escolas, observando que o apetite, estado nutricional, bem como a atenção das crianças que receberam a “neera” eram maiores que os dos outros grupos que não a receberam. A água de coco é usada como um suplemento em meios de cultura para tecidos vegetais: tecidos de embriões, raízes, haste, endosperma e pólen de plantas.